quarta-feira, 15 de março de 2017

Uma entrevista deliciosa







“Sei que ainda há quem me veja malucona, doidona, porra-louca, maconheira, droguística, alcoólatra e lisérgica, entre outras virtudes. Confesso que vivi essas e outras tantas, mas não faço a ex-vedete-neo-religiosa, apenas encontrei um barato ainda maior: a mutante virou meditante. Se um belo dia você me encontrar pelo caminho, não me venha cobrar que eu seja o que você imagina que eu deveria continuar sendo. Se o passado me crucifica, o futuro já me dará beijinhos. […] Enquanto isso, sigo sendo uma septuagenária bem ‑vivida, bem‑experimentada, bem‑amada, careta, feliz e… bonitinha. Lucky, lucky me free again*. Tempo para curtir minha casa no mato, para pintar, cuidar da horta, paparicar meus filhos, acompanhar minha neta crescer, lamber meus bichinhos, brincar de dona de casa, escrever historinhas, deixar os cabelos brancos, assistir novela, reler livros de crimes que já esqueci quem eram os culpados, ler biografias de celebridades com mais de setenta anos, descolar adoção para bichos abandonados, acompanhar a política planetária, faxinar gavetas, aprender a cozinhar, namorar Roberto e, se ainda me sobrar um tempinho, compor umas musiquinhas.”

2 comentários:

Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, mas que belo texto, a liberdade é assim mesmo, que o texto seja como na vida real, excelente gosto musical,Barbra Streisand é sempre agradável de ouvir, este tema "Grátis novamente" é excelente.
AG

Já agora, caso não se lembre, tenho um blog de fotos, não são grande coisa, mas merece a sua visita,pelo menos uma vez por ano.

Susana Rodrigues disse...

Há séculos que não ouvia falar de Rita Lee e ainda há pouco me lembrei dela. Logo a seguir, encontro-a aqui. Que boa coincidência.
Gostei muito das músicas dela, quando eu era mais moça (e ela também) :-)