sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Eu e o crime

Sempre gostei de todo o tipo de programas que envolvam crimes, gosto de muito de ver o CBS Reality que trata de crimes e coisas afins e adoro os CSI's. 
Adoro também as reportagens sobre crimes e como tal adoro as reportagens da SIC sobre pessoas que foram presas mas que se dizem inocentes. A reportagem de ontem foi sobre um senhor que foi condenado por tráfico de droga, a prova foram as escutas feitas pela judiciária e pela droga que foi encontrada nos contentores que tinha mandado vir do Brasil com madeira.
Em relação ao caso em si não me quero alongar, eu acredito que o senhor era inocente mas isso é alçada da policia e não minha.
Fiquei foi admirada - eu que ainda me vou admirando com as coisas deste mundo - porque o senhor tem nove irmãos e só dois o foram ver à cadeia, os filhos ficaram afastados dele, perdeu os laços com eles e actualmente vive sozinho.
E o que me admira? Admira-me que a familia não o tenha apoiado, logo sete dos nove irmãos!
Não sei se é a minha maneira de ver as coisas mas se fosse um irmão meu teria sempre o meu apoio, eu iria vê-lo à cadeia, levava os filhos a visitarem-no, mesmo que não acreditasse e tivesse dúvidas sobre a inocência.
Acho que é grave um caso de tráfico de droga, principalmente se tudo aponta para a pessoa mas porra, não matou ninguém - e nesse caso talvez também apoiasse - não fez mal a crianças nem cometeu nenhum crime hediondo que ponha em causa o carácter da pessoa enquanto ser humano. 
Não sei mesmo se seria das poucas pessoas a apoiar mas a familia é para estas coisas, e até os amigos chegados o são. 
Se o senhor era mesmo traficante, quando tinha muito dinheiro e era um grande empresário sempre estiveram do lado dele, agora que ficou sem nada abandonaram-no... Não quero julgar ninguém porque não sou juíza, mas é a minha opinião. Parece-me muito mal abandonarem um membro tão chegado da familia assim dessa maneira. 
As familias - biológica e a que escolhemos - são para nos apoiar e para serem apoiadas. Faz-me confusão quando se zangam e deixam de se falar e apoiar por coisas que embora possam ter peso, não são razão para abandonar um ente querido...

2 comentários:

Amanda M. disse...

Concordo absolutamente contigo, Ana! A última coisa que alguém precisa na vida é do julgamento dos familiares (sejam eles os entes biológicos ou os amigos), por pior que a situação seja, os laços requisitam comprometimento e lealdade.Pois a intimidade nos possibilita termos acesso a um lado do outro, que só nos conhecemos. O homem, independente das escolhas que tenha feito, há de ter compartilhado memórias, momentos de afeto e histórias em comum com os irmãos que agora o abandonam.

Maria disse...

Amor incondicional é o que me parece deve existir naturalmente na família..por vezes no entanto deparamo-nos com casos muito tristes em que isso não acontece...!
Olha eu adoro filmes com CSI, Investigação Criminal, Mentes criminosas e outros do género...sou fã!
Bjs
Maria