Ter vindo viver para aqui teve e continua a ter os seus incovenientes. O pior de todos foi eu ter de me habituar - sim, eu tive de me habituar - ao facto das pessoas se intrometerem constantemente na vida dos outros.
Podem não conhecer a pessoa de lado nenhum - alguns pensam que ter visto alguém uma vez já é conhecer... - podem não ter nenhum tipo de intimidade que isso não é impedimento de propagarem boatos, como em qualquer história, cada um vai aumentando o seu ponto, até que a história que circula nada tem a ver com a realidade, roçando mesmo a pura ficção.
Uma das muitas coisas que as poucas pessoas com quem me dou não entendem é o meu silêncio quando anda alguma coisa a circular sobre a minha pessoa, seja de que natureza for. Pois bem, eu graças aos deuses tenho consciência, mal ou bem ainda sei o que vou fazendo e ao tentar justificar o que quer que seja a alguma pessoa que não conheça estou a legitimar o poder que julgam ter sobre a vida dos outros.
Ou seja, não devo satisfações a ninguém que não conheça, os boatos valem o que valem e quem acredita neles é que devia rever a sua personalidade, senão comprar uma ou arranjar uma vida.
Quem me conhece minimamente sabe como sou, sabe respeitar-me.
Coisa aparentemente dificil de compreender, mas de dificil nada tem. É que a vida são dois dias e não estou para perder um deles com gente que não interessa, para isso já chegam alguns fretes...
*Anaquim
4 comentários:
Sabes...acho que é a atitude certa!
Bjs
Maria
Normalmente em meios mais pequenos é assim. Aqui na terrinha é tal e qual. Sinceramente eu ignoro. Mas há imensa gente que se preocupa com o que os outros dizem de si. Eu não quero saber. Se tenho a consciência tranquila não me preocupo com o que os outros dizem. Tu só fazes bem em ser assim!
As mentalidades dos meios assim (e há tantos nas cidades, como os bairros, não é preciso ir para o campo nem para o interior), são difíceis de tirar e de gerie, porque se não damos satisfações, é porque estamos a consentir no que quer que pensem, e se damos parece um exercício de autojustificação!!!
talvez que seja no saber estar entre estes dois polos, que é importante uma resposta emocional mais consentânea, já que se é verdade que não devemos explicações, por outro lado, e sem exageros nem cedências, talvez seja importante não menosprezar a ignorância alheia, e ter tacto para os relacionamentos interpessoais.
Bjo
Oi Ana,
pois é, tem gente que se não puder falar da vida dos outros não sabe como viver [!]
Cada doido a sua maneira...
Agora, confesso que gosto de dar uma conferida nas redes sociais, no que o "povo" tá fazendo. Me sinto um tanto quanto voyeur...
Bjkas
Mila
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