quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram todo o tamanho que podemos olhar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

4 comentários:

M.LipGloss disse...

Também moro numa aldeia e adoro o sossego e ambiente que me rodeia... sinto paz.... e apesar de para muitos não ser um sítio desenvolvido este é o meu lugar calmo e que quero que seja sempre o meu refúgio... com ternura :)

Lacorrilha disse...

Bonito poema. :)

Sofá Amarelo disse...

Há o ver e olhar! E só vendo com olhos de horizonte conseguimos transpor as barreiras dos limites e ver mais além... e então é possível ver tudo o que quisermos...

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Somos sempre do tamanho do nosso coração e o horizonte finito faz-se infinito pela grandeza dos nossos sonhos e nao da sabedoria.

beijinho amigo