
"A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranquilize, pacifique, serene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
Que tranquilize, pacifique, serene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais... "
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais... "
Cecília Meireles
2 comentários:
Isto tudo por causa da trovoada?
:P Não foi nada mansa.
A chuva cai quando menos se espera, a chuva chega de surpresa, de mansinho, em silêncio e instala-se na pele e quantas vezes na alma...
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