quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"A chuva chove..." de Cecília Meireles


"A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranquilize, pacifique, serene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...

E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene

... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,

Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais... "

Cecília Meireles







2 comentários:

gimbras.nofuturo.com disse...

Isto tudo por causa da trovoada?
:P Não foi nada mansa.

Sofá Amarelo disse...

A chuva cai quando menos se espera, a chuva chega de surpresa, de mansinho, em silêncio e instala-se na pele e quantas vezes na alma...