
Há uns anos atrás fiz uma caminhada que me ficou na memória. Fiz um dos percursos pedestres que nos levam às aldeias de xisto da Lousã. Apenas conheci uma das aldeias, a do Talasnal, na altura viviam lá seis habitantes, um deles francês e escultor. Também há lá um restaurante, numa das casinhas restauradas, que só funciona ao fim-de-semana e mediante marcação, mas onde podemos tomar um café.
O sofáamarelo esteve lá recentemente e, como não podia deixar de ser trouxe umas fotografias espectaculares. escolhi uma e é a que vai dar imagem a este post (sofá amarelo, mais uma vez obrigada).
Além da paisagem lindíssima que encontramos também assistimos a um bom exemplo do que se tem feito pela salvaguarda do nosso património, com a reconstrução das várias casas típicas da Serra, as casas de xisto. Seguidamente vai um texto acerca da arquitectura tipica deste tipo de construção que pode ser lido no site da Câmara Municipal da Lousã:
"A arquitectura das aldeias serranas tem como principal elemento o xisto, predominante na geologia da serra. Na construção das casas é ligado por argamassas de argila ou simplesmente apoiado por sobreposição, sendo esta última técnica frequente no caso dos currais, espaços para guarda de animais. Para a estrutura das coberturas é utilizada madeira de castanho e pinho revestida depois com colmo e lagetas de xisto, mais recentemente com telha de canudo. As portas, janelas e soalhos do piso superior são igualmente construídos em madeira. Este piso era amplo e escuro, com bancos compridos e uma lareira cujo calor era aproveitado para secar a castanha disposta num tecto falso de ripas de madeira – o “caniço”.Geralmente as construções estão intimamente ligadas ao acidentado do terreno que lhes serve de suporte, apresentando um ou dois pisos e muitas vezes sobrepondo-se entre si. Criam-se assim formas irregulares que lhe conferem uma imagem singular pela sua diversidade e riqueza. Era costume encontrar à porta das casas entre uma e três pedras em bico que serviam para afastar o mal."
Nestas aldeias ainda vivem algumas pessoas (apesar de serem muito poucas), na maioria idosos que vivem da agricultura, da criação de animais e do mel. Também não é raro encontrarmos por lá estrangeiros, na maioria artistas que se fixaram por lá, desfrutando da natureza, praticando a agricultura biológica.Para mais informações sobre itenerários, estadias, etc, etc, consultei este sítio
3 comentários:
Olá, podes acreditar que visitar aquelas aldeias é entrar noutro mundo... e há dois objectos imprescindíveis para levar: uma máquina fotográfica e um pequeno gravador, nunca se sabe quando surge a oportunidade de falar com a genuidade de alguém que (ainda) viva por lá...
Belíssimo. Foto em si mesmo considerada, também...
Conheço aldeias que usam muito o xisto nas suas construções também. É uma paisagem bem característica do interior nortenho.
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